David Bowie com look Kansai Yamamoto

Por Fernanda Cerântola

 

O estilo Glam Rock surgiu na Inglaterra no final dos anos 60 e começo dos anos 70 – época do auge do movimento hippie, funcionando diretamente como uma provocação a essa estética. Cheio de excessos e glamour na sua indumentária, essa foi uma das estéticas que mais transcendeu a questão de gênero, subvertendo aquilo que era até então estabelecido na moda (e em geral na verdade, é só lembrar de como a sociedade era nos anos 50), criando assim uma identidade de resistência.

As performances teatrais (no palco, no conceito de um álbum, na criação de personagens como é o caso de Bowie na era Ziggy Stardust por exemplo) eram a cereja do bolo de toda essa composição excêntrica. Além de Bowie, outros nomes como Marc Bolan, Elton John, Iggy Pop, Lou Reed foram os que deram início a cena que se consolidou nos anos 70. No Brasil, o movimento glam esteve presente em artistas como Ney Matogrosso, Rita Lee & Tutti Frutti e o grupo teatral Dzi Croquettes em plena época de ditadura militar, portanto já podemos imaginar um cenário de deboche e de muita coragem, propondo a liberdade de escolha e de como se vestir, que desafiavam a estrutura conservadora vigente.

Iggy Pop (acima) e Lou Reed (abaixo).

 

Por onde e como esse mood começou?

Enquanto a cena hippie tomava conta dos anos 60, a juventude da época introduziu ideias sociais que criticavam a sociedade capitalista enrijecida, e dentre elas, a ideia de autenticidade torna-se o principal pilar. Entre esses novos conceitos que clamavam por liberdade, um dos pontos mais fortes foi o do corpo e da sexualidade. Atualmente, quando pensamos em “anos 60, movimento hippie, Woodstock etc”, uma das primeiras coisas que nos vem à mente é o “amor e sexualidade livre”. Foi um momento de virada pra história da música e da moda, onde os homens se abrem para uma postura de “maior sensibilidade” e as mulheres passam a se inserir um pouco mais em cenários até então frequentados apenas por homens (mais uma vez, é só a gente pensar na estrutura social anos 50, mulheres cuidando da casa e homens trabalhando fora, sempre performando o comportamento excessivamente masculino).

Com isso, o conceito de androginia é uma novidade e passa a se fortalecer cada vez mais junto com a normalização do “homem sensível” e da “mulher forte”, e a moda e o cenário musical seguinte nos mostram como esse conceito explodiu na época.

 

“Essas crianças em quem você cospe

Enquanto elas tentam mudar o mundo

São imunes a suas consultas

Estão muito cientes do que enfrentam.”

 

Changes, música de David Bowie de 1971

 

Assim, o Glam Rock surge com homens maquiados cheios de cores, brilhos e plumas em cima de um palco – adereços tidos até então como parte do “universo feminino”. Era uma mistura de um estilo futurista com estampas animal print, camisas desabotoadas dando destaque aos lenços de pescoço, calças apertadas que terminavam com uma bota plataforma gigante – e claro, um milhão de acessórios espalhados pelo corpo. Performances teatrais sempre com uma pegada erótica que exaltavam essa ideia de libertação sexual.

 

Traçando uma simples e resumida linha do tempo, vamos analisar a evolução do Glam Rock ao Glam Metal (artistas, bandas, figurinos e maquiagens também, lá no final do texto!)  –  começando por aquele que é visto como maior símbolo Glam do rock: David Bowie.

Bowie em sua persona Ziggy Stardust, 1973

 

Após muitas tentativas frustradas nos seus primeiros anos como músico, em Londres – 1969 ele lança o single Space Oddity, mesmo ano em que o homem pisou na lua pela primeira vez, o que contribuiu muito para impulsionar a proposta alienígena/futurista. Ele contava a história de um personagem perdido no espaço, o astronauta Major Tom.

Esse foi o pontapé para um sucesso gigantesco na década que se iniciava e imortalizado até hoje, visto como uma das (se não, a mais) figuras andróginas, sem gênero da cultura pop.

A importância que Bowie tem pra esse movimento é enorme. Suas músicas e álbuns sempre acompanharam uma história, uma estética nova e toda uma direção criativa do novo universo que ele inventava. Conseguimos ver o quanto a moda, figurinos, adereços e maquiagens faziam parte de todas essas histórias que ele construía e queria contar. E claro, conhecidíssimo por ser um camaleão, alterava seu conceito a cada nova era, mas a alfaiataria sempre esteve presente e é bem marcante no estilo do Bowie (os ternos, blazers bem cortados, camisa social e gravata). Totalmente inovador, cheio de ideias futuristas e transgressoras, e em uma época onde era crime ser gay na Inglaterra, ele era 100% ele mesmo. Sem dúvida, serviu de referência para muitos dos próximos a serem citados aqui nessa lista.

 

O visual mais icônico e popularmente conhecido de Bowie, a make de raio da capa do disco Aladdin Sane.

 

A conotação sexual em suas performances no palco, que quando analisamos, vemos a tentativa de normalizar a expressão sexual e criticar a repressão.

 

 

O artista fazendo a sua própria maquiagem faz a gente perceber o quanto vinha de dentro dele mesmo todo o conceito, a preocupação com os detalhes etc

 

 

Bowie já no final da década, em 1977.

 

Uma citação a Mick Jagger aqui também, fortíssima personalidade (e pioneira também) no visual e na atitude andrógina (o qual merece um post só sobre ele e o Rolling Stones).

 

 

     Amigo bem próximo de Bowie desde a adolescência, temos também na cena britânica Marc Bolan – vocalista do T. Rex, uma banda glam que infelizmente se encerrou cedo demais com a morte de Bolan aos 29 anos, em 1977, por um acidente carro.

 

Em 71 ele performa “Hot Love” no Top of The Pops (com um terninho de marinheiro de cetim prateado e lágrimas de glitter no rosto), e essa performance fica conhecida como o nascimento do glitter rock (como também era chamado o glam rock). Em uma entrevista para a BBC em 74, ele diz:

    “Tinha um pouco de glitter da minha esposa, coloquei um pouco nos meus dedos e passei embaixo dos olhos. Achei que ficou fofo.”

Nessa mesma entrevista, ele também diz que esse pequeno ato causou uma mudança, especialmente com cosméticos – “Os caras podiam subir no palco, não sendo afeminados, mas não necessariamente sendo super masculinos. Você poderia usar maquiagem e outras coisas para iluminar o ato”.

Plumas e tecidos metalizados são uma das marcas registradas de Marc Bolan

Além dos blazers acinturados, com ombreira e obviamente, com brilho.

 

Ainda na cena britânica, temos também dois nomes gigantes que simbolizam bem o significado de glam: Elton John e Freddie Mercury, do Queen (felizmente temos filmes atuais sobre ambos para entendermos melhor a história e ver lindos figurinos).

Elton John acima e Freddie Mercury abaixo.

    Também amigo próximo de Bowie e Bolan na época, Elton John é conhecidíssimo por, além de suas músicas, seus looks e adereços lotados de brilho e plumas, cheios de estruturas gigantes e acessórios (principalmente os óculos) também. Diferente dos artistas que costumavam performar “loucamente” no palco, ele disse ao New York Times:

“Eu não sou como o Mick Jagger, o Rod Stewart ou o David Bowie, não ando destruindo o palco de uma ponta à outra.  Estou sempre preso ao piano, não estou? A roupa teve que ser, desde sempre, uma componente do espetáculo. Elas tornaram-me memorável. Em retrospectiva, vestia-me de forma completamente louca, especialmente nos primeiros 30 anos da minha carreira”.

Figurino de Elton John nos anos 70, conhecidíssimo pelos ternos, blazers e macacões cheios de brilhos e paetês com essa modelagem bem setentista – calças justas na cintura e no quadril que se alargam na barra (a famosa flare).

E claro, muito conhecido também pelos acessórios – principalmente os óculos e suas botas plataformas.

     Já o tão saudoso Freddie Mercury, o frontman do Queen, é um exemplo perfeito para o termo “performance teatral”.  Misturando elementos de ópera no palco e nas músicas, ele realmente se empenhava e transmitia essa energia de estar fazendo o trabalho com alma.

Em sua autobiografia “Freddie Mercury: A Life, In His Own Words” ele diz que logo no início a banda decidiu não assinar nenhum contrato com gravadora, pois nenhuma correspondia ao que eles realmente queriam – ser levados a sério, coisa que talvez muitos não viam por conta do visual “homossexual demais”.

“Nós já gostávamos de glam rock antes de grupos como Sweet e cantores como David Bowie. Queríamos produzir uma nova espécie de música teatral. Queríamos ser vistos como um produto sério, ou nada feito.” – Freddie Mercury

 

Freddie em “I Want to Break Free” – o look e a letra da música falam por si só.

 

Migrando para o glam que estava acontecendo nos EUA na mesma época, começamos pelo caos maravilhoso de excentricidade com suas calças apertadas e camisas abertas: New York Dolls.  O som e a performance rockstar era uma grande mistura de: glam com pop, punk e um pouco de Rolling Stones vibes também, influenciando uma geração de artistas de NY e Londres. Através de algumas bandas a gente observa que o som se assemelha mais a outras sonoridades (como punk ou rock progressivo por exemplo), mas o visual e a performance correspondem e se assemelha muito ao glam.

Eles tinham aquela atitude “desajustados vestidos de ‘mulher’ (entre aspas)”, corajosa e visceral, que inclusive assustava (aqueles que não estavam familiarizados com tamanha atitude, óbvio). Empresariados posteriormente por Malcom McLaren (o mesmo empresário do Sex Pistols), tentando fazer o chocante acontecer na publicidade. A banda acabou rápido (em 77), mas claramente foi um marco e um legado para tudo que será listado a seguir, principalmente quando pensamos em looks e atitude.

 

O dia em que o empresário Mclaren fez a banda se vestir inteira de couro vermelho e tocar na frente uma bandeira da União Soviética – o que não contribuiu muito para a fama deles perante as gravadoras. Mas podemos afirmar com certeza que os looks estão impecáveis.

 

Em 73, nasce em NY uma das mais famosas bandas da cena do rock brilhoso (e a minha favorita) –  o Kiss.

 

Além de terem vários hits bem famosos, também são bem conhecidos no mainstream pela maquiagem e por suas roupas que sempre seguiram uma mesma proposta, com cores preta, branca e prata – como personagens em seus figurinos. Também já fizeram muito material “de cara limpa”, aderindo as clássicas estampas animal print, blazer aberto mostrando o peito, lenços amarrados pelo corpo, etc. Os shows são bem enérgicos, com performances sincronizadas, com fogos e com Gene Simmons cuspindo sangue – uma coisa pra nunca mais se esquecer.

O investimento em figurino e maquiagem definitivamente é um destaque: criaram roupas, botas e armaduras do zero (e fazem shows até hoje, da mesma forma).

Paul Stanley (em ambas imagens).

 

Paul Stanley acima combinando a guitarra de oncinha com a legging e Gene Simmons abaixo

 

Já no Brasil,

     Como resposta subversiva ao regime militar que acontecia no Brasil (1964-1985), surgem artistas “completamente loucos” – depravados, maquiados, autênticos e naturais. Podemos citar aqui dois exemplos: Rita Lee & Tutti Frutti e Secos e Molhados, que simbolizam bem a influência do glam por aqui.

Rita Lee e Tutti Frutti (1974 – 1978)

 

Bater o olho nas imagens da Rita Lee nos anos 70 é pensar em Bowie, automaticamente. Após sua saída dos Mutantes e o ingresso na Tutti Frutti, a rainha do rock brasileiro mistura características visuais e performáticas dele a sua arte e se torna um dos maiores nomes artísticos da época (e sabendo que, em uma época super conservadora, seu sucesso superou preconceitos e caiu no gosto popular, dá pra entender a potência que foi Rita Lee).

Icônicos figurinos, icônicas performances.

 

Já a banda Secos e Molhados, cuja maquiagem do Kiss se assemelha (e toda aquela polêmica de quem copiou quem), também surge no início dos anos 70 formado por João Ricardo, Gerson Conrad e Ney Matogrosso. Provocativos, eram cheios de metáforas (como muitos outros artistas da época, que queriam falar e precisavam falar em “códigos”), performances super teatrais que reforçam a sensualidade e claro, com um dos figurinos mais artísticos de todos (cheios de pedrarias, pérolas, plumas etc). Uma guerrilha estética, podemos dizer, onde o visual discursa por si só.

 

A formação completa à esquerda e Ney Matogrosso à direita.

Anos 80 e o glam metal

Um pouquinho mais agressivo, na década mais exagerada e espalhafatosa até hoje, o glam metal ganha força (conhecido também por hair metal, sendo também uma vertente do hard rock), sendo uma das febres dos anos 80, com bandas como Twisted Sister, Mötley Crüe, Poison, Hanoi Rocks, Ratt, Warrant, etc. Também conhecido como metal farofa, seu principal centro de propagação foi nos clubes da Sunset Strip, em LA.

Com músicas que falavam sobre sexo, festas, drogas e também um amor romântico – acho que essas são as principais características que definem o mood dessa cena. O figurino extravagante persiste e conseguimos ver uma certa “repaginada”, influenciado pela estética geral dos anos 80 (cabelos longos com repicados bem mais volumosos, ombreiras, muitos lenços amarrados na cabeça, nos braços ou pernas e principalmente muito mais cores misturadas).

A MTV surgiu nos EUA em 1981 e desde o início propagou a cena glam de Los Angeles, popularizando cada vez mais o gênero com seus clipes passando na televisão. Na segunda metade da década, a cena glam já possui tanta força que influencia outras bandas de rock já consagradas, tornando-se de fato um marco estético visual e sonoro dos anos 80. Os shows eram super produzidos cheios de pirotecnias com luzes, explosões e pilhas de amplificadores.

Vamos a alguns exemplos de metal farofa, assim carinhosamente chamado, super maquiados com lindos cabelos e peças de roupas que gostaríamos de usar:

O Twisted Sister também segue a linha da maquiagem intensa, mistura de cores, cabelos gigantes e um som bem enérgico e brilhoso (que particularmente quando ouço, parece que consigo sentir a purpurina através do som). Seus dois hits mais famosos (I Wanna Rock e We’re Not Gonna Take It) soam como um “grito de protesto” mesmo, de não aceitação daquilo que lhes é imposto.

 

Dee Snider, o vocalista, à esquerda.

 

Mötley Crüe – uma das mais conhecidas na categoria metal farofa (uma das minhas favoritas inclusive), formada em Los Angeles e que já vendeu mais de 80 milhões de álbuns. São uma clara referência estética para várias bandas posteriores, inclusive muitas da era pós anos 2000. Também temos um filme recente deles, lançado na Netflix.

As roupas são incríveis, sempre com uma proposta meio “pós apocalipse” (com vários rasgos e pedaços faltando) ou com uma modelagem interessante (como a transparência na lateral da calça do Vince Neil a esquerda, as franjas branca na roupa do Nikki Sixx a direita). Muitas correntes, couro, lenços no cabelo cheio de laquê, maquiagem e enfim – uma atitude muito condenada pelos conservadores.

 

Acima: Vince Neil e sua cinta liga sendo usada por cima da calça, em uma imagem que o mostra sendo cobiçado por várias mãos femininas. Abaixo a banda na capa da Rolling Stone.

 

Hanoi Rocks, a banda finlandesa que se consolidou nos EUA. O visual se assemelha bastante aos looks das bandas New Wave, com blazers coloridos, camisas e gravatas – mas um dos pontos principais onde os estilos se diferenciam é na bota de cowboy, marcadíssima pelos glams.

Michael Monroe, o vocalista do Hanoi Rocks, possui um dos visuais mais interessantes na minha opinião – o look do blazer dourado e da jaqueta roxa de franjas são os mais famosos.

Um dos visuais mais marcantes da cena com certeza é o do Poison, que investiram forte na cartela de todas as cores possíveis misturadas, muitas sobreposições de roupas, cabelos gigantes e guitarras coloridas também pra combinar.

Sigue Sigue Sputnik, banda que mistura post punk, new wave e um pouquinho de eletrônico, cheios de referências visuais glam.

Lita Ford, ex-integrante de The Runaways que consolidou sua carreira no metal nos anos 80.

Umas das bandas mais famosas de glam composta por integrantes mulheres: Vixen.

 

Bon Jovi (acima) e Van Halen (abaixo), o hard rock que soube entregar looks.

 

 

As brilhosas e tão exploradas makeups <3

Fonte inesgotável de referência para os maquiadores da atualidade (é só a gente ver o tanto de trabalho legal feito por aí na internet), que exploram as derivações do estilo de maquiagem glam – um item tão essencial quanto a roupa espalhafatosa para os anos 70 e 80. O blush bem marcado e o batom estavam presentes quase sempre, muito clown, sombras coloridas e metalizadas e óbvio, glitter.

Marc Bolan e suas lágrimas de glitter e David Bowie, em processo de construção da persona – de fato, como um ator se preparando para entrar em cena no teatro.

Delineado da Rita Lee acima e o do Alice Cooper abaixo.

 

Acima: Tommy Lee do Mötley Crüe e abaixo: Rikki Rockett, do Poison.

 

Os álbuns Dynasty do Kiss (1979) e Look What the Cat Dragged In do Poison (1986), onde as makes são o centro da capa.

Jem e as Hologramas – um cartoons dos anos 80 que entrega tudo sobre cabelos, maquiagens e looks.

A evolução do corte de cabelo dos 70s para os 80s – acima, Cherie Currie (que se inspirava muito no Bowie) com o repicado mais liso e baixo, e abaixo, Janet Gardner da Vixen, com o repicado super volumoso.

Um milhão de acessórios – sim, todos de uma vez

O limite, ele não existe – quanto mais coisas brilhantes penduradas, mais próximo ao glam a gente chega.

 

Referências de botas plataformas, coloridas e brilhantes, quase sempre contendo uma estrela ou um raio no seu design.

Chapéus, luvas de couro e botas estilo country. Acima, Bret Michael (do Poison) e abaixo, Bobbie Brown no clipe de Cherry Pie, do Warrant. Elementos country mood são totalmente incorporados no glam metal.

 

Como um exemplo de sapato atual nesse mood glam: a bota Western da Saloon 33.

Bota da coleção de Marc Jacobs (Primavera 2017), claramente inspirada no glam rock.

 

Por fim, o glam perde força no final da década de 80 e com a ascensão do grunge nos anos 90, uma nova estética totalmente diferente começa a tomar força – mais simples e básica, com músicas de cunho um pouco mais existencialista, digamos assim, e melancólico – o total oposto do glam. Com isso também passa a ser ridicularizado, inclusive pela própria MTV. O som e o estilo se acabam se tornando genéricos, com diversas bandas similares umas às outras que não satisfaziam mais o gosto do público e naturalmente, em um cenário saturado quando uma proposta nova surge, a tendência é ser explorada.

 

De qualquer forma, é inegável que o glam (o rock e o metal) são exploradíssimos até hoje, com fãs fiéis que formam uma cena consistente e que não deixam o estilo morrer (ainda bem!). A estética visual é riquíssima e influencia artistas, campanhas de moda, maquiadores, publicidades e direções criativas em geral até os dias atuais. A gente consegue aderir e repaginar do nosso jeito pro dia a dia (desde um blazer com uma gola brilhante, uma calça de vinil com uma bota plataforma ou de bico fino, etc – refs que podem ficar pra um próximo post!). É tão fascinante que acredito ser praticamente impossível morrer de vez, e sempre veremos o tão amado glam sendo explorado de diversas formas por aí! <3

 

Fernanda Cerântola tem 24 anos, é estilista, ilustradora e apaixonada por falar das referências vintage de moda, arte e música – suas principais fontes de inspiração pra criar! Comunica tudo isso através da escrita, da criação de imagens e batendo papo com profundas reflexões sobre cada assunto lá nos stories do seu Instagram: @fernanda.cerantola

 

FONTES:

http://eventos.udesc.br/ocs/index.php/STPII/IIISIHTP/paper/viewFile/652/408

https://www.theguardian.com/fashion/2020/jun/22/glitter-and-curls-marc-bolan-and-the-birth-of-glam-rock-style

https://www.vogue.pt/elton-john-estilo?photo=elton-john-estilo-moda-looks-vintage-vogue-portugal%20(14).jpg

https://www.collectorsroom.com.br/2016/04/pra-entender-o-que-e-glam-metal.html?m=1

https://www.loudersound.com/features/why-the-true-story-of-glam-metal-needs-to-be-told

Secos & Molhados

https://msmokemusic.com/blogs/mind-smoke-blog/posts/a-brief-history-of-glam-rock

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